sexta-feira, 19 de outubro de 2012
terça-feira, 17 de julho de 2012
As Letras que Eles Cantam - Versos de Amor
Às onze e meia, sai para a rua,
Com o seu fato domingueiro,
Dormindo a aldeia, brilhando a lua,
Num céu de estrelas, conselheiro
Coração quente, timidamente,
À sua porta então chamou
E abriu-se a janela e só para ela,
Triste, cantou...
Versos de amor,
Lindos esses versos de amor
Que fizera em segredo,
A sonhar, quase a medo,
Um viver tentador.
A sua vida por uns versos de amor,
Lindos esses versos de amor
Na mais terna amargura,
O silêncio murmura uma história de amor
A noite imensa, foi mais rainha,
Quando uma lágrima caiu,
Na recompensa, o amor que tinha,
Ela também chorou, sorriu
Foi tão bonito, tinham-lhe dito,
Que amar ás vezes faz doer,
Mas a dor que sentia,
Não lhe doía, dava prazer...
Versos de amor,
Lindos esses versos de amor
Que fizera em segredo,
A sonhar, quase a medo,
Um viver tentador.
A sua vida por uns versos de amor,
Lindos esses versos de amor
Na mais terna amargura,
O silêncio murmura uma história de amor
Na mais terna amargura,
O silêncio murmura uma história de amor.
Um abraço.
Com o seu fato domingueiro,
Dormindo a aldeia, brilhando a lua,
Num céu de estrelas, conselheiro
Coração quente, timidamente,
À sua porta então chamou
E abriu-se a janela e só para ela,
Triste, cantou...
Versos de amor,
Lindos esses versos de amor
Que fizera em segredo,
A sonhar, quase a medo,
Um viver tentador.
A sua vida por uns versos de amor,
Lindos esses versos de amor
Na mais terna amargura,
O silêncio murmura uma história de amor
A noite imensa, foi mais rainha,
Quando uma lágrima caiu,
Na recompensa, o amor que tinha,
Ela também chorou, sorriu
Foi tão bonito, tinham-lhe dito,
Que amar ás vezes faz doer,
Mas a dor que sentia,
Não lhe doía, dava prazer...
Versos de amor,
Lindos esses versos de amor
Que fizera em segredo,
A sonhar, quase a medo,
Um viver tentador.
A sua vida por uns versos de amor,
Lindos esses versos de amor
Na mais terna amargura,
O silêncio murmura uma história de amor
Na mais terna amargura,
O silêncio murmura uma história de amor.
Um abraço.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Tu Eras
Tu eras
A minha força,
O meu devaneio, o meu lugar,
O meu cais de choro e riso.
Para o meu inferno
Buscava o teu paraíso.
Tu eras
O meu conforto,
O meu amparo de cetim,
O meu rio de águas claras.
Para esta revolta
Buscava as tuas palavras.
Disse-te adeus e voltei.
Sobre o ombro
Atiro um último olhar
Sem sentido.
Sinto-me nua
Porque tudo o que levei
Ficou contigo.
Eugénia Edviges
Um abraço
segunda-feira, 21 de maio de 2012
A Olhar o Meu Rio
De olhar
enternecido
Debruço-me
na ponte
Do meu rio.
O vento
traz-me ao ouvido
Cantares de
outras vozes,
Do pulsar de outros corações.
Margens de
aluvião
Que dão
sustento
A este povo
curvado
Sobre a
terra, sobre o pão.
Lembrança
que faz sentir
Amores e
desenganos
De outros
corpos envolvidos
Nas árvores
do seu encanto;
De outras mãos que lavavam
As vestes
do seu penar;
De outros
sonhos por cumprir.
Corre tranquilo
para o Tejo
E os dois,
abraçados,
Serão anulados pelo mar.
Aqui estou sem decidir
A rima que hei-de escrever
Para o enaltecer.
Aqui estou sem decidir
A rima que hei-de escrever
Para o enaltecer.
Ao meu rio
Não sei que
nome lhe dar…
Eugénia Edviges
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Palavras das Nossas Poetisas
Esta vista de mar, solitariamente,
doi-me. Apenas dois mares,
dois sóis, duas luas
me dariam riso e bálsamo.
A arte da natureza pede
o amor em dois olhares.
Fiama Hasse Pais Brandão, Do Amor-IV
Cortaram os trigos. Agora
a minha solidão vê-se melhor.
Sophia de Mello Breyner Andresen, Soror Mariana - Beja
Hoje, a saudade de ti: punhalada
de tinta muito branca,
o cheiro do que é novo, o cheiro da
doença a alastrar.
Ana Luisa Amaral, As Correcções do Amor
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui....além....
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Florbela Espanca, Amar
Um Abraço
Palavras Dos Nossos Poetas
Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura.
Mário Cesariny, Poema
Aqui, diante de mim,
Eu, pecador, me confesso
De ser assim como sou.
Me confesso o bom e o mau
Que vão ao leme da nau
Nesta deriva em que vou.
Miguel Torga, Livro de Horas
A poesia não vai à missa,
Não obedece ao sino da paróquia,
prefere atiçar os cães
às pernas de deus e dos cobradores
de impostos.
Eugénio de Andrade, A Poesia Não Vai
O amor não é uma saga cruel:
vejo-a a cuidar das plantas no jardim,
brincam as filhas com lápis e papel
e eu escrevo sossegado. é bom assim.
Vasco Graça Moura, O Melro de visita
Nesta curva tão terna e lancinante
que vai ser que já é o teu desaparecimento
digo-te adeus
e como um adolescente
tropeço de ternura
por ti.
Alexandre O`Neill, Um Adeus Português
Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
Manuel Alegre, Trova do Vento Que Passa
Um abraço
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